Trecho de “OKE”, com Brô MC’s e Anitta, viraliza nas redes

Trecho de “OKE”, com Brô MC’s e Anitta, viraliza nas redes

Um trecho de “OKE”, faixa que reúne Anitta, o grupo sul-mato-grossense Brô MC’s e a rapper indígena Katú Mirim, se transformou em uma das trends mais comentadas das redes sociais nas últimas semanas. O momento que mais se repete nos vídeos é justamente a participação dos rappers Guarani-Kaiowá, que citam em sequência os nomes de 17 povos indígenas brasileiros, um recorte de poucos segundos que passou a circular em massa no TikTok e no Instagram.

A própria Anitta ajudou a impulsionar o movimento ao publicar um vídeo acompanhando o trecho, o que abriu espaço para que outros criadores de conteúdo, artistas e influenciadores replicassem o áudio em seus próprios perfis. O fenômeno digital, que mistura música, identidade e ancestralidade, é um exemplo de como conteúdos culturais podem alcançar o mesmo tipo de engajamento visto em outras frentes do entretenimento online, incluindo o universo competitivo que cresce em paralelo nas plataformas, como o das apostas e-sports, cada vez mais presente no cotidiano digital do público jovem. apostas e-sports

A sequência que virou símbolo de representatividade

Na letra de “OKE”, o Brô MC’s abre a sequência citando “Pataxó, Tikuna, Múra, Terena...” e segue nomeando outros povos originários. Ao todo, a faixa menciona Pataxó, Tikuna, Múra, Terena, Turuwara, Guajajara, Potiguara, Tapeba, Tupinambá, Ianomami, Kayapó, Munduruku, Ashaninka, Kalapalo, Makuxi, Xucuru e Guarani-Kaiowá. Em poucos segundos, os vídeos levam usuários a repetir esses nomes, criando um efeito de memorização coletiva que раramente se vê em conteúdos ligados a pautas indígenas nas redes.

Faixa integra álbum “EQUILIBRIVM II”, de Anitta

“OKE” faz parte do álbum “EQUILIBRIVM II”, lançado por Anitta em julho. Além do Brô MC’s, a música tem a participação da rapper Katú Mirim e traz referências à ancestralidade, à natureza e aos povos originários do Brasil. A repercussão nas redes também se refletiu nas plataformas de streaming: segundo dados divulgados, a faixa já soma mais de 4 milhões de reproduções no Spotify, número que se soma às visualizações acumuladas nos vídeos publicados por criadores de conteúdo.

Brô MC’s, pioneiro do rap indígena no Brasil

Formado por Bruno Vn, Clemerson Batista, Kelvin Mbaretê e CH MC, o Brô MC’s é composto por artistas Guarani-Kaiowá das aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, Mato Grosso do Sul. Considerado o primeiro grupo de rap indígena do Brasil, o coletivo já esteve em palcos e eventos de peso, como Grammy Latino, Global Citizen Festival, G20 e Rock in Rio, além de parcerias anteriores com o DJ Alok. A trajetória do grupo reforça o momento atual: mais do que uma trend passageira, “OKE” tem servido como ponte entre música, identidade indígena e alcance digital em larga escala.